Mulher lendo laudo médico iluminado por luz natural suave

O mioma uterino é um tumor que não é câncer e cresce no músculo do útero. Ele afeta uma parcela expressiva das mulheres em idade reprodutiva. Apesar de não ser câncer, pode causar sintomas que interferem diretamente na qualidade de vida. Os sintomas podem ser cólicas intensas, sangramento abundante e sensação de pressão na barriga. Conhecer o que é o mioma, como ele se forma e quais sinais ele provoca é o primeiro passo para buscar avaliação médica no momento certo.


O que é o mioma uterino e por que ele se forma

O mioma uterino é o tumor mais comum entre mulheres. Ele se origina nas células musculares da parede do útero. Ele pode crescer em diferentes regiões desse órgão. A localização de um mioma determina qual o seu tipo e também influencia diretamente nos sintomas que provoca.

Pense no útero como uma estrutura com três camadas:

  1. A camada mais interna que reveste a cavidade, o endométrio;
  2. A camada do meio, formada por músculo, o miométrio;
  3. A camada mais externa que reveste o útero por fora, a serosa.

O mioma pode se desenvolver em qualquer uma dessas regiões. Dentro da cavidade, no interior da parede muscular ou voltado para fora do útero. Essa localização é o que define os tipos de mioma. E a localização explica por que duas mulheres com miomas podem ter experiências completamente diferentes.

A formação do mioma é multifatorial, é resultado da combinação de vários fatores. Dentre os fatores que podem favorecer o crescimento dessas células, independentemente da origem étnica da mulher, são:

  • Predisposições genéticas;
  • Influências hormonais;
  • Processos inflamatórios;
  • Fatores ambientais;
  • Exposição a metais pesados;
  • Substâncias que interferem no sistema hormonal;
  • Tabagismo;
  • Alimentação pobre em antioxidantes e fibras;
  • Níveis insuficientes de vitamina D.

Quais são os sintomas do mioma uterino

Nem todo mioma causa sintomas. Estima-se que apenas 30% a 40% das mulheres com mioma uterino apresentam queixas clínicas. Quando os sintomas aparecem, sua intensidade depende principalmente do tamanho, da quantidade e — sobretudo — da localização do mioma.

Os miomas que crescem próximos ou dentro da cavidade uterina são os que mais frequentemente causam sangramento menstrual intenso e prolongado. Quando presente, podem levar à anemia. Esse sangramento excessivo é, muitas vezes, o primeiro sinal que leva a mulher ao médico. Além disso, são comuns:

  • Cólicas menstruais mais intensas do que o habitual;
  • Sensação de pressão ou peso na parte baixa do abdome;
  • Aumento do volume abdominal;
  • Necessidade frequente de urinar quando o mioma pressiona a bexiga;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Dificuldade para engravidar
  • Complicações na gestação.

É importante destacar que miomas maiores, localizados na parede muscular do útero, podem não causar sangramento, mas provocam desconforto abdominal persistente — como uma pressão constante que não passa com analgésicos comuns.

O impacto dos sintomas vai além do físico. Pesquisas mostram que o mioma uterino afeta significativamente a qualidade de vida e a saúde mental das mulheres. Os sintomas geram ansiedade, limitações nas atividades diárias e prejuízo nas relações sociais e afetivas. A boa notícia é que todas as formas de tratamento disponíveis — sejam elas medicamentosas ou cirúrgicas — estão associadas a melhora expressiva nesses aspectos.


Por que o diagnóstico precoce é importante

Identificar o mioma cedo permite que a mulher e seu médico avaliem com calma as melhores opções, antes que os sintomas se tornem mais intensos ou que complicações se instalem. O diagnóstico é feito, na maioria das vezes, por ultrassonografia pélvica — um exame simples, acessível e sem radiação.

Miomas não tratados e sintomáticos podem levar à anemia por perda crônica de sangue, comprometer a fertilidade e, quando associados a outras condições como adenomiose ou endometriose, tornar o manejo mais complexo. A coexistência dessas condições é relativamente comum e pode ampliar os sintomas, exigindo uma avaliação ginecológica cuidadosa.

Diante de qualquer alteração no ciclo menstrual, dor pélvica persistente ou sensação de pressão abdominal, a recomendação é buscar avaliação médica. O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento e contribui diretamente para preservar a saúde e o bem-estar da mulher.


Referências bibliográficas

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Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde.

* Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e validado por especialista.

* Imagem meramente ilustrativa produzida por inteligência artificial.

Dr. Luiz Sabaini Dr. Luiz Sabaini
Ginecologista
CRM/SP 222.683 | RQE 131795

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