“Mulher realizando exame de ultrassom de cisto ovariano.

O cisto ovariano é uma das alterações ginecológicas mais comuns e, na maioria das vezes, benignas. Apesar disso, gera muita dúvida e preocupação. Entender o que é um cisto no ovário, quais são os tipos existentes e quais sintomas merecem atenção é o primeiro passo para cuidar bem da saúde.


O que é um cisto ovariano e como ele se forma

O ovário funciona como uma fábrica em ciclo contínuo: a cada mês, ele produz folículos — pequenas bolsas cheias de líquido que abrigam os óvulos. Quando esse processo ocorre normalmente, o folículo se rompe na ovulação e libera o óvulo. Quando isso não acontece como esperado, o folículo pode permanecer ou crescer além do tamanho habitual, formando o que chamamos de cisto funcional.

O cisto ovariano, de forma simples, é uma bolsa de líquido que se forma dentro ou na superfície do ovário. Ele pode surgir por diferentes razões e em diferentes fases da vida. Os cistos funcionais são os mais frequentes e estão diretamente ligados ao ciclo menstrual — incluindo o cisto folicular, que ocorre quando o folículo não se rompe, e o cisto de corpo lúteo, que se forma após a ovulação. Em geral, esses cistos desaparecem sozinhos em algumas semanas.

Outro tipo relevante é o cisto dermoide, também chamado de teratoma cístico maduro. Ele não tem relação com o ciclo menstrual e é formado por células germinativas — as mesmas que originam os óvulos. Esse tipo representa mais de 95% de todos os teratomas ovarianos, cresce de forma muito lenta (em média menos de 2 mm por ano) e é, na grande maioria dos casos, benigno. É mais comum em mulheres jovens em idade reprodutiva.

Há ainda o endometrioma, um cisto formado por tecido semelhante ao revestimento interno do útero que se implanta no ovário — uma manifestação da endometriose. Cada tipo de cisto tem características próprias e formas de manejo diferentes, por isso o diagnóstico preciso é fundamental.


Quais são os sintomas do cisto no ovário

Muitos cistos ovarianos não causam nenhum sintoma e são descobertos por acaso durante uma ultrassonografia de rotina. Quando os sintomas aparecem, eles variam conforme o tipo, o tamanho e a localização do cisto.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • dor ou desconforto pélvico, que pode ser constante ou surgir apenas em determinados momentos;
  • dor na relação sexual;
  • dor no período menstrual; sensação de pressão ou peso na parte baixa do abdome;
  • alterações no ciclo menstrual, como irregularidades ou sangramento fora do período habitual;
  • dificuldade para urinar ou evacuação incompleta, quando o cisto é maior e pressiona estruturas vizinhas.

Existe uma situação que exige atenção imediata: a torção ovariana. Ela ocorre quando o ovário, muitas vezes por conta do peso de um cisto, gira sobre si mesmo e interrompe o fluxo de sangue para ele próprio. É como um galho de árvore que torce até bloquear a seiva — as folhas ficam sem nutrição e podem morrer rapidamente. Os sintomas são dor pélvica intensa e súbita, náuseas e vômitos. Nesse caso, é necessário atendimento de urgência.

A ruptura de um cisto também pode causar dor aguda e, dependendo do volume de líquido liberado, sangramento interno. Esses casos precisam de avaliação médica imediata.


Quando procurar um ginecologista

A presença de um cisto ovariano não significa, automaticamente, que algo grave está acontecendo. A maioria dos cistos é benigna e se resolve sem nenhum tratamento. No entanto, acompanhamento médico é sempre necessário para determinar o tipo de cisto, monitorar seu comportamento e descartar condições que exijam intervenção.

A ultrassonografia é o principal exame utilizado para avaliar cistos ovarianos. Ela permite identificar características como tamanho, conteúdo, número de divisões internas e presença de fluxo sanguíneo — informações que ajudam o médico a classificar o cisto e definir a melhor conduta.

Procure seu ginecologista se você sentir dor pélvica persistente, notar alterações no ciclo menstrual ou se um cisto já foi identificado anteriormente e você ainda não tem acompanhamento regular. O diagnóstico precoce e o monitoramento adequado são a base de um cuidado seguro e eficaz.


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Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. Em caso de sintomas ou dúvidas, procure um profissional de saúde.

* Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e validado por especialista.

* Imagem meramente ilustrativa produzida por inteligência artificial.

Dr. Luiz Sabaini Dr. Luiz Sabaini
Ginecologista
CRM/SP 222.683 | RQE 131795

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